Chegando lá, fui
direto pra cirurgia, pois os médicos tinham que saber se a bala tinha perfurado
algum órgão vital para minha sobrevivência. Eu estava literalmente lutando
bravamente pela minha vida, não queria abandonar aquela família que me acolheu
com tanto carinho, pois já os amava como se eles fossem minha segunda família.
A bala passou bem perto de um dos rins e eu havia perdido muito sangue e meu
estado era considerado gravíssimo – delicado.
Como o médico iria dar a notícia pra eles? Com muita sorte consegui sair
do centro cirúrgico com vida e fui direto pra UTI, sem passar pelo pós.
Precisava acordar daquela anestesia, pois se demorasse muito, já era
considerado coma. Minhas amigas chegaram afoitas ao hospital e queriam saber
como eu estava.
- Como ela está?
– Perguntou Paula, que estava mais afoita que todas as outras meninas.
- Ela está bem,
garotas, e disse que quer ver vocês, mas uma por vez e sem desespero, ok?
- Tudo bem. – Respondeu
Karine e subiram pra UTI
Quando chegaram
ao meu quarto, a primeira a entrar foi a Karine que era a mais ansiosa pra me
ver.
- Oooi...- Disse
ela animada.
- Oi – Eu
Respondi com uma voz fraca
- Já sei o que
você vai perguntar, ligamos pra Bruna antes de vir e ela não conseguiu contatar
ninguém da equipe pra dar a notícia.
Desfiz a
expressão animada e comecei a chorar copiosamente.
- Calma, amiga.
Assim que ele souber, vem correndo pra te ver. Do jeito que ele te ama...não
duvido muito que isso aconteça. – Ela disse para tentar me animar.
Dito e feito.
assim que ele entrou no twitter, viu a tag #melhoralogoamiga e quis saber do
que se tratava, quando viu que era de mim, decidiu parar a agenda e pegou o
primeiro voo de volta pra Londrina.
- Sou muito burro.
Bem que ela pediu pra eu ficar mais um pouco com ela.
- Não fala assim.
Vem cá, dá um abraço. - Disse Daiane
Chegando no
hospital, eles se encontraram com o resto do pessoal que aguardava notícias. Mas
aquela visita não acabaria bem, pois eu já sabia do namoro dele com aquela
metidinha do nariz grande. Como ele pôde? Na minha ausência... Estava decidido,
eu iria embora quando saísse do hospital.
Três semanas
depois...
Tá tudo aí? Não tá
esquecendo nada? – Disse Bruna
Tenho certeza que
não. – Respondi, convicta da minha decisão de deixar a casa.
Dei uma ultima
olhada na casa e me despedi com muita dor no coração daquela família. Na portaria
eu disse as últimas palavras de adeus.
- Eu nunca vou
esquecer vocês, amo muito vocês e vou guardar cada um no meu coração – E saí
chorando, sem olhar pra trás.
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